A Teoria de Tudo

Finalmente, eu assisti A Teoria de tudo. Um filme de amor. Conta a história de Stephen Hawking desde o período de estudante de doutorado, passa pelo descobrimento da sua doença e pelo seu sucesso como físico. Muito interessante também perceber a genialidade do físico e sua vulnerabilidade ao se deparar com os desafios da sua nova condição de vida. O filme é baseado no livro de sua esposa, Jane Hawking.

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Eddie Redmayne, o ganhador do Oscar pelo papel de Stephen é impressionante. Ele demonstra uma linguagem e adaptação corporal fantástica. Felicity Jones é Jane, a doce e tímida garota que dedicou a sua vida ao cuidado do homem que amava e da família que eles formaram.

A trilha sonora tem muitos elementos de música clássica e eletrônica. O figurino também me encantou. O filme nos leva a reflexão sobre o sentido da vida e a importância de valorizar as pessoas que estão ao nosso lado. Fofo recomenda!

Stephen e Jane na ficção e na vida real

Stephen e Jane na ficção e na vida real

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Simplesmente acontece

Sabe aquele dia em que você só quer ver um filme bem leve e amorzinho? Simplesmente acontece é um destes filmes. Ele conta a história de Rosie e Alex, amigos inseparáveis. Feitos um para o outro. Mas eles vivem os desencontros e as confusões da vida em busca de seus sonhos e realizações.

O filme é divertido e como eu não conhecia a história, tive algumas surpresas… é um romance britânico, o que me agrada porque me dá a impressão de que há mais carinho  e delicadeza do que nos filmes americanos. Lily Collins (a Branca de Neve de Espelho, espelho meu) e Sam Claflin (de Jogos Vorazes) são os protagonistas.

Baseado no livro de Cecelia Ahern, a mesma autora de PS Eu te amo, que se tornou best seller e um lindo filme, feito para chorar baldes!

A história me fez relembrar alguns sentimentos de adolescência e me fez agradecer por já ter passado dessa fase… Um final feliz e um pouco de romance para alegrar o dia.

A vida como ela é

As pessoas tem ideias pré concebidos. É fato. Podem não ter a mínima noção sobre determinado assunto, mas tem uma opinião. “Se fosse comigo, isso não aconteceria”. “Naquela situação, eu manteria o controle.” Não importa o que. O julgamento às atitudes alheias é rápido e cortante. Conceitos que viram na televisão, que ouviram da vó ou puro senso comum.

Enfermeiras são santas ou putas. Freiras ou atrizes pornô. Não, somos pessoas como qualquer outras. Temos dias bons e ruins. Nos cansamos, nos alegramos, choramos e rimos. Dormimos pouco, comemos porcarias. Temos bolhas nos pés porque estamos andando de um lado para o outro constantemente. Seguramos para ir ao banheiro porque o tempo é corrido. Não temos feriado ou finais de semana. Deixamos a nossa própria família para cuidar da sua. Não somos melhores e nem piores do que ninguém. Apenas escolhemos viver assim. É um trabalho, com responsabilidades, deveres e direitos.

enfermeira

Não precisamos que ninguém venha dizer como fazer o nosso trabalho. Não queremos ser médicos. Escolhemos ser Enfermeiros. Nosso objeto de trabalho é o cuidado. Estudamos tanto, as vezes até mais, do que outros profissionais da saúde. Conhecemos as doenças, as medicações, os tratamentos. Claro que também precisamos nos atualizar, temos dúvidas e questionamentos. Trabalhamos em equipe. Juntos, complementando o trabalho de outros colegas. Discutimos casos, sugerimos ações e intervenções. Conhecemos os nossos pacientes.

E lidamos com pressão, cobrança, xingamentos, falta de respeito, fluidos corporais, bactérias, cansaço. Tudo isso com os cabelos impecavelmente penteados e o sorriso brilhante.

Sei que este texto é apenas um desabafo. Mas da próxima vez que você precisar de um hospital ou for visitar alguém em um, tenha paciência. Sorria e respeite os profissionais que estão ali. Na verdade, nós também precisamos apenas de um pouco de cuidado e atenção.

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Estrela

Hoje a saudade bateu forte. Como um soco no estômago. Saudade de cantar o pinheirinho de Natal e queimar os dedos segurando as velas acesas. Saudade das rabanadas fresquinhas. De buscar cascas de árvores para enfeitar o presépio. Do sino tocando, nos avisando que o almoço está pronto. De você me pedir para ler aquele versículo alto, para toda a família ouvir, mesmo sabendo que eu morria de vergonha. De ouvir os cantos gregorianos. De andar pela cidade dizendo o nome de cada uma das árvores que encontrávamos pelo caminho. Das suas danças estilo Carmem Miranda. Do vinhozinho de cada dia. Dos verões em Itapoã. De você dizer “Feliz de você que tem uma vó para te dizer isso…”

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Tantas vezes, você cuidou de mim. Das doenças de criança, dos aborrecimentos de adolescente. Das dúvidas de jovem adulta. Da sua maneira, você me ensinou tanto sobre a vida! Mais tarde, eu também cuidei de você. E agora, a Estrela mais brilhante é você.

A herança mais cara, mais rara, você deixou pra mim. Foi exemplo de mulher forte, guerreira, que sabe o que quer. Que não fica parada. Que faz, corre e luta para ser feliz.

A elegância, gentileza e sabedoria. O gosto pela música e arte. A educação e empatia. Isso não tem fortuna no mundo que pague. Afinal, a saudade é o amor que fica¹. Que quando não cabe mais no coração escorre pelos olhos². Eu espero um dia, poder ser exemplo para a minha família como você foi para mim.

¹ Dr Rogério Brandão

² Bob Marley

O parque

Naquele parque ela caiu. Correu, pulou. Foi a polícia. Foi o ladrão. Várias vezes sangrou, chorou e até quis fugir. Naquele parque ela enfrentou as primeiras experiências e pressões do mundo de criança: o medo de altura ao subir naquele brinquedo, o bullying do grandalhão que não sabia dividir, o buraco na cerca e o balanço quebrado.

Ali, ela aprendeu sobre equilíbrio, força e perseverança. Viu que podia corre, saltar, até plantar bananeira se quisesse. Sentiu que podia subir mais alto e aproveitar o passeio. Ela se sentia em casa.

O caminho, as pessoas, até as formigas e folhas no chão eram especiais, eram dela. Cada pedacinho, cada melindre era conhecido e motivo de orgulho para a menina.

balancolongo

Acontece que o tempo passa e a vida muda. Ela precisou escolher outro caminho e, mesmo sem querer, teve que se despedir do parque.

Novamente, o mundo girou. E tempos depois, ela se viu ali, olhando de longe para o seu amado parque.

Desta vez, o portão estava trancado. Ela já não era bem vinda ali. Os brinquedos não lhe serviam mais. As crianças que pareciam amigas, agora lhe deram as costas. Até mesmo as formigas tentaram lhe beliscar os pés.

Ela chorou. De soluçar. Viveu a perda de um tempo que lhe era de ouro. Tentou encontrar motivos para tanta indiferença. Não encontrou.

Então ela se levantou. Aproveitou as oportunidades. E cresceu. Agora ela pode construir seu próprio parque de diversões.

O Novato

O novato é aquele do qual todo mundo fala. Todo mundo julga.  O cara é bom? O cara foi indicado por alguém? Vai pegar o meu lugar? Parece que as minhocas imaginárias são coletivas! Alguns (poucos) ajudam. Outros ignoram. O Game of Thrones do trabalho não perdoa…

O novato precisa ralar muito para se sentir parte do grupo, aprender como as coisas são feitas naquele lugar novo. Qualquer coisa errada que aconteça vira culpa dele. Daí o frango voa no refeitório. O cara se perde nos corredores. Entra na sala errada. E ele torce para chegar outro novato e ele poder relaxar.

Fada Madrinha

Ela queria um plano, um caminho. A Fada Madrinha das histórias infantis. Um ser encantado, com uma varinha de condão e pó de pirlimpimpim. Assim poderia voar para a Terra do Nunca e viver de aventuras. As roupas seriam novas e brilhantes. Os sonhos, realidade. O medo não existiria mais. Mágico pensar assim, não?

Fauna, Flora e Primavera

Fauna Flora e Primavera

Fada Madrinha - Cinderela

Fada Madrinha e Cinderela

Lembra quando a Fada Azul disse que o Pinóquio seria um menino de verdade? Era o maior sonho da vida dele! Tudo o que ele mais queria no mundo…

Descobrir os sonhos e desejos verdadeiros. Valorizar a própria essência. Ela consegue ver essa parte. Consegue, quase, não se importar com as opiniões alheias.

Tá certo, poderia ser apenas uma pessoa, de carne e osso, alguém atencioso e disposto o bastante para ensinar, proteger e guiar neste caminho. Segurar na mão durante a turbulência. Alguém aí se habilita a patrocinar minha ida para a Europa? Aquele violão perfeito? Ou o curso de Francês?

Não, o mundo prega independência. É cada um por si. Falta espaço para Fadas Madrinhas.

Você será um menino de verdade!

Você será um menino de verdade!

Talvez estas histórias existam principalmente para nos lembrar de olhar e ouvir a nós mesmos. Buscar força, resiliência, aquela capacidade de recuperar o equilíbrio após momentos de dificuldade, mesmo que seja num cantinho escondido da alma.

Sininho

Sininho