O parque

Naquele parque ela caiu. Correu, pulou. Foi a polícia. Foi o ladrão. Várias vezes sangrou, chorou e até quis fugir. Naquele parque ela enfrentou as primeiras experiências e pressões do mundo de criança: o medo de altura ao subir naquele brinquedo, o bullying do grandalhão que não sabia dividir, o buraco na cerca e o balanço quebrado.

Ali, ela aprendeu sobre equilíbrio, força e perseverança. Viu que podia corre, saltar, até plantar bananeira se quisesse. Sentiu que podia subir mais alto e aproveitar o passeio. Ela se sentia em casa.

O caminho, as pessoas, até as formigas e folhas no chão eram especiais, eram dela. Cada pedacinho, cada melindre era conhecido e motivo de orgulho para a menina.

balancolongo

Acontece que o tempo passa e a vida muda. Ela precisou escolher outro caminho e, mesmo sem querer, teve que se despedir do parque.

Novamente, o mundo girou. E tempos depois, ela se viu ali, olhando de longe para o seu amado parque.

Desta vez, o portão estava trancado. Ela já não era bem vinda ali. Os brinquedos não lhe serviam mais. As crianças que pareciam amigas, agora lhe deram as costas. Até mesmo as formigas tentaram lhe beliscar os pés.

Ela chorou. De soluçar. Viveu a perda de um tempo que lhe era de ouro. Tentou encontrar motivos para tanta indiferença. Não encontrou.

Então ela se levantou. Aproveitou as oportunidades. E cresceu. Agora ela pode construir seu próprio parque de diversões.

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2 comentários sobre “O parque

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