Para Amy

Relutei muito para escrever esse post. Não queria entrar na onda falar da Amy depois da morte dela. O que me levou a escrever foi ver o que as pessoas estão fazendo com elas mesmas.

No meu trabalho diário, como enfermeira, vejo muita gente morrer, se contorcer de dor e passar por cirurgias enormes e perigosas devido a hábitos que elas mesmas escolheram. Sim, existem problemas genéticos e acidentes, mas na maioria, somos nós os responsáveis pelos males que inflingimos ao nosso corpo. Não consigo entender o que leva alguém a fumar. Entendo que dê prazer e tudo, mas ficar cheirando a cinzeiro me incomoda profundamente. Sobre o álcool, acho difícil usar em excesso algo que te tira tanto do eixo, mas talvez a graça seja justamente essa. E para completar ainda temos estresse, sedentarismo, obesidade…

Admiro a música da srta Winehouse. Mas confesso que tinha vontade de segurar na mão dela e levá-la para comer uma torta, praticar um esporte ou coisa parecida. Sim, meus vícios são dos mais bobos. Não quero me fazer de correta e nem julgar ninguém. Só acho que devemos pensar na vida de uma forma que nos possibilite assumir a nossa parte da culpa pelos nossos próprios problemas e pensar sobre o que queremos e esperamos para o futuro do nosso ser, do nosso corpo físico. Gosto muito daquela propaganda de margarina que diz que se pudéssemos ver nosso coração, talvez cuidássemos melhor dele.

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