Dia da Enfermagem

12 de Maio, dia do nascimento de Florence Nightingale. Hoje começa a semana da Enfermagem no Brasil e em vários países do mundo. É dia de festa e de comemorações em hospitais e faculdades. Começam cursos e mesas redondas dos mais váriados tipos. Para mim, é uma semana para refletir sobre a profissão que escolhi. É tão difícil e ao mesmo tempo tão gratificante ser enfermeiro. Temos muitas responsabilidades e ainda existem tantas pessoas que não valorizam o nosso trabalho! Alguns pacientes nos desejam mil felicidades e agradecem a cada palavra e procedimento. Outros nos tratam mal e só faltam partir para a agressão física. A sensibilidade fica a flor da pele. Vemos a vida e a morte tão de perto. Quantas vezes não vemos pacientes com prognósticos ruins melhorarem? Quantas vezes não puxamos o carro de emergência para a beira de um leito e somos surpreendidos? Também presenciamos perdas inesperadas e para mim, nunca fica mais fácil. Alguns dizem que tem que se tornar frio para ser um bom enfermeiro. Pois para mim, ser sensível não diminui minha habilidade técnica.  O cotidiano hospitalar é corrido, é suado, é frustrante às vezes. Mas também é cheio de sorrisos e de superação. Parabéns a todos os profissionais da enfermagem!

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Correr

Correr era algo completamente estranho para mim. Nunca fui uma pessoa de muito fôlego e sempre achei que se começasse a correr, provavelmente iria cair de cara no chão! Me aventurei na minha primeira corrida por causa da minha irmã. Era uma prova de revezamento e eu iria correr 4 km. Fui com a cara e a coragem.  O primeiro km foi tranquilo, no segundo já comecei a pensar porque eu tinha aceitado participar. No terceiro, achei que meu coração iria sair pela boca. Logo, eu tinha terminado a minha primeira prova. Estava tão vermelha e suada, a ponto de ter um ataque cardíaco… mas estava tão feliz e animada que nem consigo explicar! Essa primeira corrida aconteceu em 2007.

Hoje, correr faz parte de mim. Sou completamente viciada em serotonina! Já participei de provas em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Também corri em Salvador e Fortaleza, mas foram apenas treinos. Já participei de provas de 5, 8 e 10 km. Tenho 16 medalhas penduradas na parede. E quero muito mais.

O mais interessante nisso tudo é que muita gente se aproximou de mim para dizer que eu sou uma fonte de inspiração. Pessoas que eu admiro no trabalho e na vida pessoal, vieram dizer que se orgulham de mim  por causa da corrida.  Não sou nenhuma campeã. Meu tempo não chega perto de recorde, mas correr é muito mais do que isso. vou usar as palavras do Dean Karnazes: “A maratona arranca sem dó as camadas externas de nossas defesas e deixa o humano cru, vulnerável e nu. É aqui que se vislumbra a alma de um indivíduo. Cada insegurança e falha de caráter fica aberta e exposta para todo mundo ver. Nenhuma comunicação é mais real, nenhuma expressão é mais honesta. Não sobra nada para esconder. A maratona é o grande equalizador. Cada movimento, cada palavra pronunciada e não pronunciada é verdade radiante. O véu foi removido. Esses são os momentos intensos da interação humana, para os quais eu vivo”.

Agora, eu estou me preparando para a minha primeira meia maratona. Tenho certeza de que vai ser maravilhoso, apavorante e perfeito… E você, não vai querer experimentar essas sensações também?