Fofo Inútil

Março 16, 2009

Diário de um estágio II – na terra da garoa

Arquivado em: Estágio — by jucalmaria @ 2:15 pm
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Cheguei em São Paulo cheia de expectativas e medos. A começar pelo avião que não é um meio de transporte que me agrada muito… depois a cidade enorme e desconhecida que me esperava. Me senti bem em meio aos prédios enormes e  todas aquelas pessoas que parecem correr o tempo todo! Me surpreendi com a simpatia e com a facilidade que senti em andar pela cidade. A noite, mais um medo: os plantões noturnos! Chegando no estágio, a professora era muito tranquila e após algumas explicações ela perguntou quem gostaria de começar com os partos. Não pensei duas vezes e quando me vi, já estava paramentada esperando o bebê nascer. Parece que não durou nem um minuto e ela estava nas minhas mãos. O cordão umbilical dava uma volta no pescoço. Eu apenas deslizei o cordão pelo meu dedo e pronto, tudo certo. Era uma menina! Foi um momento de muita emoção e felicidade. Achei que eu fosse chorar também. Me senti uma enfermeira obstetra pela primeira vez.

Mais tarde, já de madrugada, fiz meu segundo parto. Desta vez, era um menino. Também não demorou nada e a mãe era de uma calma muito tranquilizadora. Já estava amanhecendo e eu precisava descansar um pouco antes de sair para conhecer a cidade.

enfermary

Foto: enfermary.blogspot.com

Setembro 24, 2008

Devaneios de biblioteca

Arquivado em: Desabafo — by jucalmaria @ 10:54 pm
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Já tem um tempinho que eu não escrevo um post novo. Esse blog foi criado para ser uma experiência, sem um tema específico. Acabei falando muito de saúde, talvez por ser a minha área de trabalho. Sou enfermeira, apesar de estar trabalhando num ambiente extra-hospitalar. Geralmente passo meu intervalo do almoço na biblioteca e leio os jornais do dia.

Hoje uma notícia em especial mecheu comigo. Mais um jovem, de um país desenvolvido cometeu um massacre. Eu convivo com estudantes o dia todo, vejo como cada bobeirinha pode se tornar fonte de um grande sofrimento pra eles.

Não sou apenas a enfermeira na escola, tem horas que eles me fazem ser psicóloga e até uma mãe substituta. O que me preocupa mais é pensar em como as pessoas se fecham, não pedem ajuda, algumas nem conseguem desabafar!

É impressionante a quantidade de crianças que aparecem na enfermaria com as dores mais mirabolantes só porque querem um pouco de atenção. Sei que às vezes pensamos que não podemos fazer nada. Mas acredito que se pararmos para prestar atenção nas pessoas em nossa volta, sejam nossos parentes, amigos ou colegas de trabalho, quem sabe não podemos iluminar o dia de alguém?

Vamos celebrar a harmonia e a beleza da vida… vamos nos atentar às coisas simples e belas da vida.

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